quinta-feira, setembro 16, 2010

Fez ontem outro porradão de anos...

Não queria tornar-me repetitivo no que diz respeito aos títulos das postagens... mas que se lixe. A verdade é que fez ontem uma porrada de anos que muito boa gente nasceu... outra morreu e enfim... aconteceram coisas na história da Humanidade que acho que não devem ficar esquecidas na Wikipédia.

Antes do mais, em 1982, eu nasci... vim ao mundo, como se costuma dizer. Neste dia 15 de Setembro, abri pela primeira vez os olhos e pude apreciar o Mundo tal como ele é.
Em 1765, nasceu o Bocage e em 1890 a Agatha Christie. O Oliver Stone e o Tommy Lee Jones apareceram em 1946... e até o Príncipe Harry de Gales escolheu o dia 15 de Setembro de 1984 para botar a cabeça de fora.

Digam lá que não é um diz altamente espectacular?

Cumprimentos,

segunda-feira, setembro 13, 2010

Para pensar...

"Como a abelha que recolhe o mel de diferentes flores, assim o sábio aceita a essência das diferentes escrituras e vê somente o bom em todas as religiões."

Srimad Bhagavatam

quarta-feira, agosto 25, 2010

The hive

Acho curioso quando olhamos para um carreiro de formigas com aquele desprezo de quem vai ali num instante buscar o belo do pó para lhes dar o "arroz doce". Gosto de imaginar uma entidade maior, a olhar para as autoestradas do nosso planeta e a pensar no mesmo... "Ah, que vontade de dar cabo destes malandros!".

Reflectindo um pouco sobre este assunto, chega-se à conclusão que as semelhanças entre Homem e Formiga são deveras abismais. Ambos vivemos agrupados, já que a união faz a força. Ambos modificamos o nosso meio ambiente. Ambos esgotamos os nossos recursos para manter a sociedade viva. Ambos tememos as intempéries. Ambos seguimos regimes estratificados e obedecemos a um líder.

Creio que há mais uma ou outra coisa que poderia ser adida a esta lista comum entre espécies tão diferentes...

No entanto e ao contrário das "pequenas", o Homem busca maioritariamente o proveito próprio, não se preocupa com alheio, não luta pelo bem da comunidade...

Enfim, ainda temos muito para aprender com aqueles que nos rodeiam, ou que eventualmente perfuram as nossas paredes.

Cumprimentos

terça-feira, agosto 03, 2010

Acreditar...

Tentam-nos convencer que a erva é sempre mais verde do lado de lá da cerca...
Tentam-nos convencer que a vida é linear, imutável e controlada pelo destino...
Tentam-nos convencer que o mundo está destinado a ser destruído pelo ser humano...
Tentam-nos convencer que o Homem é uma simples marioneta nas mãos de um Deus aparentemente tirano...

E muitos acreditam nisso!

Mas a erva pode ser mais verde deste lado se nós a estimarmos...
A vida pode dar milhares de voltas, podemos ser aquilo em que acreditamos e a única coisa realmente destinada é à morte...
O ser humano tem a capacidade de destruir mas também de dar vida a todas as coisas...
E que Deus... Deus está dentro de cada um de nós... Basta espreitar com cuidado...

Isso, poucos ou nenhuns acreditam!

sábado, julho 03, 2010

segunda-feira, junho 14, 2010

Plastomorfismo (se é que existe)

Todos somos feitos de plasticina...
Aliás, tudo me leva a crer que a plasticina foi criada perante a inconstância humana, perante a capacidade do Homem para se moldar ao seu futuro.
Nascemos como uma massa disforme, alterável... que sofre toda uma modelação aquando da nossa interacção com o mundo exterior.
Assim nos tornamos em algo mais elaborado, trabalhado, concreto, enquanto percorremos as estradas da nossa simples e curta existência.
No entanto, e muitas vezes revemos este mesmo episódio nas nossas vidas, um pedaço de plasticina apenas ganha algum sentido quando lhe enfiamos um valente murro, quando o deforma-mos para ganhar um novo sentido... uma nova cara... um novo carácter.
E olhando para aquela massa, que em segundos se torna aparentemente disforme, vemos todo um sentido poético para a vida; em que o belo, feio se torna, e o grotesco se torna a luz do dia a dia.
Heis um dos caminhos para a iluminação...

segunda-feira, maio 24, 2010

Pátria

Que pátria esta errante, que tristemente caminha para o futuro,
Da perfeição foste perdendo tudo, quão mal esculpido diamante,
Sois obra de arte pouco amada, desmembrada, deambulante.

Um povo grande e maduro, que infantilmente se comporta,
Em cada passagem segura, ergue-se agora um imenso muro,
Se um dia fostes grande, tombada estais agora... quase morta.

De costa voltadas a quem te ama, buscais afecto e atenção,
Por tortuosos caminhos penais, tamanha a altura desta lama,
Sois arrastada para o abismo por quem quererdes que vos estende a mão.

Lembrai-vos do vosso belo passado minha pátria errante,
No que homens comuns fizeram, das nossas lutas travadas com agrado,
E olhai novamente para todos nós, como um povo por ti amado.

Eis mais um belo dia, como sol no alto brilha,
Dos pássaros lá fora, ressoa outra alegre melodia,
Tudo no mundo muda, mas já nada é como ontem via.

quinta-feira, maio 13, 2010

Reflexão #1

Misteriosa é a natureza humana,
Com tamanhos trunfos mas em que tão pouco é revelado.
Cumpre a cada um de nós descobri-la,
Viajar pelos seus encantos, conhecendo-nos...
Abrindo as portas da magia e dos tempos idos,
Transformando-nos em exemplos reais...
Do que a natureza ainda tem para mostrar.

sexta-feira, abril 09, 2010

Feel the breeze...

Hoje parei uns segundos para admirar o nosso planeta. É simplesmente fabuloso verificar toda a engenharia envolvida na elaboração desta pequena pérola do Universo.
Hoje parei para sentir a brisa no rosto... para receber de braços abertos o aconchego do sol.
Hoje simplesmente parei... e amei o que senti.

domingo, março 07, 2010

Dreaming...

Ainda sonâmbulo me levanto,
Carrego no olhar o peso do cansaço,
No espelho perscruto-me no entretanto,
Automatizado, nem sei bem o que faço.

Água na cara, roupa no corpo,
Lentamente recupero da sonolência,
Ainda cambaleio... um pouco torto,
Luto para não perder a decência.

O dia passa sem que dele dê conta,
Corre célere para minha agonia,
Um desejo e qualquer coisa fica pronta,
A felicidade mistura-se com a melancolia.

O tempo para nada é válido,
As leis da Física dobram e curvam,
Se quiser saltar para um lugar cálido,
Viajo a velocidades que o mundo turvam.

A mente eventualmente clama por sossego,
O corpo implora por descansar,
Enrolo-me nas mantas, tal morcego,
E finalmente me preparo para acordar.

domingo, fevereiro 21, 2010

Look down!

Novamente, a nossa esfera galáctica demonstrou, com toda a sua mestria, o quanto é dona de si própria. Com um golpe cruel, feriu brutalmente a mais prestigiada região autónoma portuguesa. Lamentavelmente, houve mortes, feridos, desalojados, em grande parte por a ganância do Homem se sobrepor à razão. Antes de olharmos para o céu em busca de ajuda, talvez fosse bom olhar para a terra e tentar compreende-la. Porque como qualquer senhora, tem os seus caprichos... e aprecia quando é estimada.

sábado, fevereiro 06, 2010

27º Capitulo - Fogo de cobertura

“AGORA!” grita Abdul com a sua gutural voz. Ouvem-se arcos a retesar uns atrás dos outros. Lá em baixo, um cavaleiro vai-se desviando agilmente por entre a chuva de flechas. O mesmo não poderei dizer dos que dele se acercam. O brilho do vidro negro à Lua é no mínimo desconcertante… é abafado… mórbido. “Oh sonhador, vê se dás o sinal!” exclama Tulfah enquanto aguarda pacientemente que Akmer esteja suficientemente perto para permitir passagem para a cidade. Lembro-me de grandes batalhas, combates ferozes entre os guerreiros do profeta e os infiéis. Tive o prazer de os presenciar e de os escrever para que possam ser relembrados… mas nunca estive na defensiva. Nunca tive de recuar e temer pela minha própria vida. No ar já não se ouvem o som característico das cordas a largar morte pelos campos… “Onde é que ele se meteu?” murmuram os arqueiros. De volta à realidade, dou com os arqueiros parados, à procura de algo nos terrenos abaixo. “Que se passa?” pergunto como se tivesse acabado de chegar. “Akmer foi cercado… depois desapareceu!” responde-me ansiosamente Teht. “Mas eles apanharam-no?” “Não, simplesmente… puf!”. Abdul dá uma palmada nas costas de Teht “Fica atento, Akmer não pode cair… todos são fundamentais agora!”. Tal como eu, Teht parece-me perdido, mas assente e volta para a muralha. Esperamos… e o mesmo faz o nosso inimigo. Não podemos disparar flechas com o risco de acertar no nosso companheiro. Consigo ver que há algo naquelas criaturas negras que ficou perturbado com a chegada de Akmer. Há algo que elas sabem e nós não, algo que elas temem ao ponto de se sacrificar para não o deixar passar. E parece-me que o meu amuleto também o sente… parece que está cada vez mais quente… parece que me quer dizer… “Tulfah, abre a porta rápido!” grito empoleirado na muralha. Tulfah olha-me com um certo desconforto. “Faz o que te digo! Abre a porta!”. Os soldados levantam as trancas e abre-se um espaço pouco maior que a largura de um cavalo. Como que por um sopro divino, os soldados que protegem a porta são atirados para o lado. “Podes fechar Tulfah!” volto a gritar. Ainda recompondo-se, os soldados apressam-se a fechar a porta. “E o Akmer?” pergunta Tulfah aparentando uma enorme confusão. “Não te preocupes Tulfah, já entrou quem tinha a entrar” digo, soltando um ligeiro sorriso. “Venham para as muralhas!”. Abdul, que se havia apercebido de toda a confusão gerada à porta, dá nova ordem a Teht aos arqueiros. Os soldados inimigos que ainda rondam o descampado à procura de Akmer começam a tombar sob as nossas flechas. No topo das colinas, a desordem inimiga é bem visível… e pouco duradoura! Parece que começou o assalto…

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Aparência

Vivemos num mundo aparente, onde as pessoas se movem pela aparência.
Exceptuando alguns elementos da sociedade, todos querem ser aquilo que não são, lutam por coisas que não necessitam, buscam tesouros que não lhes pertencem. Hoje em dia, quando se olha para alguém, vê-se apenas uma casca oca, sem essência que a preencha, essência essa que se perdeu algures na infância, quando nos disseram que deviamos ser algo aos olhos de alguém, e não aos nossos olhos. Crescemos com a ideia que somos o que queremos, e apenas quando chegamos a mais velhos é que batemos na parede da realidade... percebemos que a felicidade seguiu um outro caminho que não o nosso, o caminho da inocência, o caminho da verdade. De que nos vale ser algo aos olhos de alguém, se não reconhecemos o rosto que se espelha quando nos debruçamos sobre um lago? Qual o objectivo de não sermos justos com nós próprios? Que piada tem viver num eterno Carnaval veneziano?
Prezo aqueles que me falam dos seus problemas abertamente. Prezo os que não têm maldade no coração. Prezo os que se preocupam em ajudar o próximo ao invés de apenas se ajudarem a si. Prezo aqueles que não se escondem por detrás de mascaras, que são "um" sempre. Porque esses mesmos que eu prezo, são a luz que ilumina o caminho que eu quero seguir... demonstrando a rara beleza que ainda se pode encontrar em alguns seres humanos.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

1º Post de MMX

Sei que a edição de um post de ano novo deveria ficar situada entre a meia noite do dia que o começa e as vinte e três horas e cinquenta e nove minutos desse mesmo dia, mas cada um tem as suas limitações temporais, algo que o meu atraso certamente acusa. Não me encontro muito inspirado neste novo ano, talvez por falta de treino ou por simplesmente não ter dedicado o devido tempo às palavras que ecoam na pequena caixa. Compreendo que não seja aceitável uma tamanha falta de empenho numa área que me é deveras familiar, mas todas as coisas têm as suas razões, apesar de por vezes não conseguirmos ver o plano maior.

Apesar da falta de originalidade, tenho andado a reler os meus blogs numa tentativa de compreender a evolução natural da minha mente. Numa dessas incursões nostálgicas, deparei-me com algum trabalho que me pareceu desadequado ao blog em que se encontra. Assim, decidi reeditar essas mesmas palavras neste blog, certamente o mais acertado local onde elas devem repousar. Os três pensamentos que se seguem foram publicados no dia XXVI de Dezembro de MMVI num blog por alguns de vós conhecido: Shurikata na Linha.

Desejos de boa leitura e reflexão.

#1

Deprimente é o mundo em que vivemos... fome, miséria, destruição. E quem são os culpados? Gente estúpida!!! Pessoas que não sabem utilizar aquilo que têm senão para o mal. O cromo do Bush, Os extremistas, os corruptos, os ladrões, os invejosos. Será assim tão difícil viver em harmonia com o próximo? Não nos cabe a nós o direito a ser felizes? Tanta coisa que vejo… tanto cinismo e traição… tanto sofrimento e silêncio. Valerá isso, uma vida? Não seremos nós dignos do reino dos céus?

#2

Os dons são coisas maravilhosas. São o continuar de uma vida… uma transcendência, mas também uma maldição. Se há motivo para o Homem não ter vida eterna, é certamente o de não tolerarmos a morte dos que nos são próximos. A não compreensão do seu desaparecimento seria motivo de desejo do estado que procede a vida. Mas e se o dom não for esse? E se fossemos capazes de ler todas as almas?

#3

Apenas desejo a felicidade… nada mais! Não quero dinheiro, terras… apenas o sorriso até ao fim da minha vida. E a alegria de saber que a encontrei!

Saudações,

Shuri Kata

quinta-feira, dezembro 31, 2009

New Year

Caros leitores,

Sei que não desejei as típicas boas festas, mas para que conste, não as dei a ninguém. Afinal, quantas vezes ouviram essa expressão nos últimos dias? Não de devem lembrar... Mas certamente se lembram de quem não a deu. ;)

De qualquer das formas, gostaria de vos desejar um óptimo ano novo, repleto de coisas boas, saúde, trabalho e sorrisos. Pelo menos é o que desejo para mim.

Boas entradas!

Shuri Kata

sábado, dezembro 19, 2009

26º Capitulo - Regresso de Akmer

O tempo conta-se pelo bater dos corações e pelo suspirar dos soldados. A ansiedade enervante em que nos encontramos vai-nos corrompendo o discernimento. A vista torna-se turva, ouvimos o que não existe… e chegamos a julgar que a ideia de nos entregarmos ao inimigo não é assim tão má. “Que raio estou eu a pensar?” Sou sacudido pelo grito de um dos soldados: “Movimentações a Norte!”. Corremos a muralha, tentando compreender o que estava a fazer aquele miserável amontoado de vidro negro. “TEHT!” Gritei. Teht apareceu como se sempre ali estivesse. “Ouvi o grito da torre… que se passa?”. “Diz-nos tu, oh arqueiro!” resmungou Tulfah. Teht inclinou-se na muralha, como que procurando eliminar interferências da luz dos archotes. “Meus senhores, parece-me que se aproxima alguém pela retaguarda do inimigo.”. “Em que números? Temos apoio?” Pergunta ansiosamente Abdul. “Não temos apoio… é Akmer!” exclama Teht. Creio que em ambos os lados destas muralhas, a confusão é total. “Que raio faz este batedor aqui a esta hora da noite? Uma gota de água no deserto… vai ser massacrado.” Mil ideias começam a fluir na minha cabeça. Sinto o amuleto a aquecer… o que quer que tenha de ser feito, tem de ser feito já! “Teht, consegues dar fogo de cobertura?”. “Vai ser difícil, mas posso tentar…” responde Teht olhando-me profundamente “… mas são muitos.”. Não necessitei de lhe dizer mais nada para setas certeiras começarem a voar das nossas muralhas. Um miúdo… provavelmente o melhor arqueiro que havia conhecido! Enquanto isso, Abdul convocara um grupo de arqueiros para o apoio a Teht. “Assim que os vossos arcos permitirem, quero ver vidro a brilhar à luz desta lua.” ordena Abdul. Tulfah descera para preparar a abertura da porta principal, porta de entrada para Akmer. Olho o horizonte. O tempo deixou de se medir… tudo parece acontecer devagar. Consigo ver cada expressão, sentir cada pensamento, ouvir cada berro dado pelos homens que me acompanham. Alá foi generoso ao permitir que os tenha conhecido. Olhando para o campo à minha frente, vejo Akmer galopando ferozmente o seu cavalo… aproveitando cada fresta nas linhas inimigas. A seu lado, pedaços de vidro estoiram contra cada seta de Teht. O arco longo de Teht confere-lhe um alcance invejável, comparado com os arcos curtos do resto dos arqueiros. “Mais uns metros e estará ao alcance… só mais uns metros!” penso em silêncio.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

25º Capitulo - Preparativos

A noite vai alta. A Sul, a lua reflecte-se nas águas brandas do rio. Mais adiante, conseguimos ver o mar, o nosso único refúgio. Os nossos batedores voltaram com boas notícias; um grupo de pescadores trouxe embarcações e pelo menos uma parte dos residentes poderão deslizar pelas águas até uma aldeia próxima sem levantar muitas suspeitas. O caminho apresenta-se livre, mas de forma a evacuar eficientemente a cidade, os restantes deverão seguir a pé, junto à margem. Tulfah olha-me com ar de muitas dúvidas. “Acreditas mesmo que vai resultar?” pergunta-me. Também, que outras hipóteses teremos nós, tal língua de terra a preparar-se para ser esmagada por uma tormenta marítima. Nos fundos da muralha, uma pequena grade é retirada… a saída para os esgotos, para o rio e para a nossa liberdade. Um pequeno grupo de soldados vai reunindo as mulheres, crianças e idosos que não abandonaram a cidade nos dias antes ao cerco. Serão eles os transportados pelos barcos. Todos os homens capazes ficarão para trás para cobrir-lhes a retirada. Teht está nas muralhas, não vá algum soldado inimigo aproximar-se demasiado da nossa zona de fuga. Vou acordar Maria. Encontro-a sentada na cama, pensativa, com as adagas no colo. Olha-me como quem vai explodir em justificações, motivos, razões… mas não temos tempo para tal. Ele urge como a areia fina do deserto foge por entre os dedos da mais forte mão. Apesar da sua aparente revolta, concorda em partir nos barcos. Não a poderia deixar ficar num lugar condenado, com tantas coisas que ainda temos que preparar. Não tenho dúvidas que ela conseguirá defender-se no futuro, e por Alá, o futuro dela não é aqui. Despedimo-nos na praça principal, em frente à mesquita. Entre a silenciosa multidão, perco-a de vista. A vida deles está entregue… Parto com Tulfah e Abdul para as muralhas. Os milhares de soldados que havia visto na praça dias antes, afinal não chegam aos mil. Houve desertores, fugas, medo… quando a vida dos que nos estão perto está em risco, o coração faz-nos ver que não é pelo escudo ou pela lâmina da cimitarra que se terá paz. Assim, partiram. Na verdade, apenas nós sabemos disso. Para um qualquer soldado que se encontre no exterior da muralha, contam-nos aos milhares. Em todas as muralhas, foram acesas mais tochas para arqueiros… aqui e ali as lanças emergem acima das ameias… muito mais lanças do que o total de homens que temos, mas a ideia é mesmo essa. Entre a farsa e a ilusão, olhos atentos espreitam sobre as linhas inimigas, tentando compreender qualquer movimentação. Tudo parece correr bem e espero, por todos os meus antepassados, que assim continue. “Teatro do poeta… se nos safarmos desta, será uma boa história para contar aos meus netos.” murmura Abdul. Gracejamos o quanto nos é possível neste tenebroso momento…

quinta-feira, novembro 26, 2009

Walking on my shoes...


Apeteceu-me... Grande som e grande clip. Vale a pena mergulhar nele durante os seus 5 minutos.

Segue-se a letra:

I would tell you about the things
They put me through.
The pain I've been subjected to.
But the Lord himself would blush.
The countless feasts laid at my feet,
Forbidden fruits for me to eat.
But I think your pulse would start to rush.

Now I'm not looking for absolution,
Forgiveness for the things I do.
But before you come to any conclusions -
Try walking in my shoes,
Try walking in my shoes.

You'll stumble in my footsteps,
Keep the same appointments I kept.
If you try walking in my shoes.
If you try walking in my shoes.

Morality would frown upon,
Decency look down upon.
The scapegoat fate's made of me.

But I promise now, my judge and jurors,
My intentions couldn't have been purer.
My case is easy to see.

I'm not looking for a clearer conscience,
Peace of mind after what I've been through.
And before we talk of any repentance -
Try walking in my shoes.
Try walking in my shoes.

You'll stumble in my footsteps,
Keep the same appointments I kept.
If you try walking in my shoes.
If you try walking in my shoes.
Try walking in my shoes.

Now I'm not looking for absolution,
Forgiveness for the things I do.
But before you come to any conclusions -
Try walking in my shoes.
Try walking in my shoes.

You'll stumble in my footsteps,
Keep the same appointments I kept.
If you try walking in my shoes.
Try walking in my shoes.
If you try walking in my shoes.
Try walking in my shoes.

Enjoy.

Shuri Kata

quarta-feira, novembro 18, 2009

Dig me up...



Certamente uma das minhas musicas preferidas.

Um pedido de ajuda por parte daqueles que se perdem no seu próprio mundo...

We all have a weakness
But some of ours are easy to identify.
Look me in the eye and ask for forgiveness;
We'll make a pact to never speak that word again
Yes you are my friend.

We all have something that digs at us,
At least we dig each other
So when weakness turns my ego up
I know you'll count on the me from yesterday

If I turn into another
Dig me up from under what is covering
The better part of me
Sing this song
Remind me that we'll always have each other
When everything else is gone.

We all have a sickness
That cleverly attaches and multiplies
No matter how we try.

We all have someone that digs at us,
At least we dig each other
So when sickness turns my ego up
I know you'll act as a clever medicine.

If I turn into another
Dig me up from under what is covering
The better part of me.
Sing this song!
Remind me that we'll always have each other
When everything else is gone.

Oh each other....
When everything else is gone.

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, ohh
oh, oh, oh, oh, oh, oh, ohhhh

If I turn into another
Dig me up from under what is covering
The better part of me.
Sing this song!
Remind me that we'll always have each other
When everything else is gone.

Oh each other....
When everything else is gone.
Oh each other....
When everything else is gone.

Shuri Kata