sexta-feira, maio 26, 2006
9º Capítulo - Caminho para Huelva
domingo, abril 16, 2006
8º Capítulo - O inicio de uma demanda
Um jovem ensanguentado entra na sala onde nos encontramos. Carregado a ombros por dois guardas, vem pedir auxílio por Gibraltar. Yusuf ainda se encontra ocupado com o governador, mas a sua conversa terá de ser adiada para mais tarde. Pelo que consigo ouvir da outra sala, o jovem batedor fala de um poderoso ataque surpresa à fortaleza, por parte de forças vindas do norte de África. O desfecho da batalha era tanto para ele como para nós desconhecido. Como um relâmpago, Yusuf dirige-me a palavra. Quer que encabece um grupo de batedores para averiguar tanto quanto possível da batalha. Acenei afirmativamente, enquanto olhava desconfiado para o jovem batedor. Não conseguia compreender o motivo do pedido de auxílio ter vindo parar a Faro. Estou certo de que haverá cidades mais próximas de Gibraltar… algo não está certo, mas terei tempo para investigar. Enquanto arrumo os bens a levar, Salem estica-me a mão, soltando um pequeno amuleto em tons lápis-lazúli. Afirma ser uma pequena protecção contra o mal e que apenas os puros de coração o sabem usar. Recuso a oferenda delicadamente mas de nada me vale. Salem parece determinado que eu leve este pequeno colar. Guardo-o na bolsa enquanto me atarefo a preparar as rações para a viagem. Viajaremos ligeiros para não cansar muito os cavalos, razão pela qual não devemos levar nada para além da comida e da cimitarra. Pouco falta para o crepúsculo que antecede a noite. No exterior do palácio, seis nobres cavalos aguardam os seus cavaleiros. Somos poucos em número, mas vejo no rosto daqueles que me acompanham que não são novos neste tipo de aventuras. As marcas que alguns ostentam com orgulho aparentam ser resultado de anteriores incursões em território inimigo. Recebemos pouca informação por parte do batedor ensanguentado. Torna-se complicado prever a localização de tropas almorávidas, sabendo do seu constante movimento para as frentes de batalha com os cristãos. Yusuf apressa-se a entregar-me um pergaminho. No caso de vitória, deverei entregar estas informações ao mais graduado oficial almóada. Sinto o receio atormentar-lhe o coração, e compreendo-o perfeitamente. Enquanto somos presenteados com os milhares de tons que fazem prever uma noite limpa, partimos calmamente em direcção à muralha exterior. Somos acompanhados por inocentes crianças que nos incentivam. Pouco antes de abandonar a cidade, olho para trás e desejo não a ter de abandonar. Com o braço no ar despedimo-nos daqueles que ficam para trás, partindo rapidamente a galope em direcção à escuridão e ao desconhecido. Tocando o amuleto, sinto conforto. Alá será protector nesta nossa louca viagem.
domingo, março 26, 2006
7º Capítulo - Faro
domingo, março 05, 2006
6º Capítulo - Interminável mar
sábado, fevereiro 11, 2006
5º Capítulo - Separação
domingo, janeiro 15, 2006
4º Capítulo - Paz
Aproximam-se novos confrontos... disso tenho a certeza. A ambição de Yusuf não permitirá que nos mantenhamos aqui por muito mais tempo. Resta-nos aproveitar as boas graças de Alá.
sábado, janeiro 07, 2006
3º Capítulo - Queda de Ceuta
sexta-feira, dezembro 30, 2005
2º Capítulo - Negociações falhadas
terça-feira, dezembro 20, 2005
1º Capítulo - Preparativos
domingo, dezembro 18, 2005
Prologo
domingo, dezembro 11, 2005
Regresso
domingo, outubro 09, 2005
Reflexão
sexta-feira, setembro 16, 2005
Desabafo
terça-feira, setembro 13, 2005
Remember...
Desejos repletos de significado.
Abraçar-te, envolver-te!
Sentir mais uma vez a textura da tua pele
E inalar o perfume que emanas.
Princesa; como me fazes sentir bem!
Mundo vil e cruel que me mantém afastado de quem desejo.
Aperto no coração, daquele que apenas quer um pequeno beijo.
Imaginar o teu sabor... a sensação de encontro,
De algo maior e mais belo do que qualquer paixão.
quinta-feira, setembro 01, 2005
Costas viradas ao mundo...
Sentindo o toque do que respiro...
Perdendo-me nos sonhos por um segundo,
É na vida um segundo que eu tiro.
E como se o tempo realmente me importasse,
Tal fel, tão amarga substância...
Houve até quem no seu tempo mencionasse,
Que o tempo na realidade é distância.
Costas viradas ao mundo,
Revendo nas nuvens, pura saudade,
Fecho os olhos e num segundo,
Relembro no tempo... uma amizade.
domingo, agosto 07, 2005
Nota do autor
A todos os que já acreditaram,
Grande Abraço
quarta-feira, abril 20, 2005
# 3
Jamais serão aceites por aqueles que amo.
Porque grande é aquele que é puro de espirito,
Aquele capaz de se elevar acima do comum mortal,
Não deixando de respeitar a mais pequena criatura.
Comparativamente... sou muito pequeno.
Pequeno porque, estupidamente, firo...
Porque acredito em valores que não sigo;
Porque desprezo quem me dá realmente valor.
Que crédito pode ter uma pessoa assim?
Arrependo-me de simplesmente o ter pensado.
Mais amargamente de o ter feito.
Mas novamente, de que servem as palavras,
Se num momento deveras triste,
Te dei todas as razões para não confiares nelas?
domingo, abril 17, 2005
# 2
Alimento este velho luar...
Sinto o agradável aroma, sozinho,
Não tenho com quem o partilhar.
E agradeço a quem me viu,
Longe, num mundo distante.
Sendo o agasalho tão frio,
E a chuva... ofegante.
Divago por momentos...
Talvez para te encontrar,
Olho a roda dos tempos,
Sinto que a noite vai acabar.
Navegante fantasista,
Criador de tamanha alegria...
Resistente, há ainda quem assista,
Ao acordar de um novo dia.
quarta-feira, abril 06, 2005
# 1
Evasão mental...
Pura alucinação,
Insanidade experimental.
Doença incutida,
Quarto sem iluminação.
Batata mal cozida...
Tal como a cenoura e o macarrão.
Dois passos para a frente,
Sigo em queda para trás.
O povo não sente,
O rei não faz.
sábado, março 26, 2005
Poesia para um músico
Sinto o teu olhar.
Toco uma guitarra,
Sem saber tocar.
Vivo neste mundo,
Eterno vagabundo,
Querendo apenas,
O amor encontrar.
Sabendo contudo,
Que num segundo,
Todo o meu sonho,
Pode acabar.
Mas que belo sentimento que eu em ti encontrei...
Fundamento duma vida para a qual vale a pena amar.
Sofrimento em pensamento,
Alegria por um momento,
Não estou triste, eu aguento...
Sinto é falta de alimento.
Conto contigo para mo dar...
Com ternura tratar,
Uma ferida sarar...
Neste meu coração.
Se quiseres ser feliz,
Ouve o que o mundo diz:
Acredita, sente, toca, prova, vibra,
Mexe, dança, abraça, beija, ama... AMA!
Sinto o sabor,
Palavra de amor,
É pecado é dor,
Por quem eu vivo.
E indo além,
Não encontro ninguém;
O porquê não sei;
Igual a ti.
É o meu mundo,
Eterno e profundo,
Alegre o luar,
O luar, para mim.
Se ele acabar,
Eu o irei cantar,
Para um dia lembrar,
Que fui feliz.
É o meu mundo,
Eterno e profundo,
Alegre o cantar,
Do meu coração.
Poema dedicado a Carlos Paredes
Ler acompanhado da música :"Melodia para um poeta"