terça-feira, novembro 25, 2008
22º Capitulo - Estranha pedra negra
quarta-feira, novembro 12, 2008
...Quote...
Everybody knows things aren't good!
We know are air is unfit to breath and our food unfit to eat.
Young punks are running the street, no one knows just what to do, and there's no end to it.
The dollar buys a pennies worth, the banks are going under,
Coper's are keeping a gun under the counter!
We sit, watching our idiot boxes, while some local anchor man tells us that today we've had 18 murders and 80 violent crimes, as if that were the way things were suppose to be!
We know times are bad... worse than bad... people are crazy!
Is like everything, everywhere, is going utterly mad!
So we never leave out homes; we sit in our comfy abodes,
While the world is getting smaller and we say:
-"Come on! At least leave us alone in our family rooms. Let me have my microwave and flatscreen and my 20 inch wheels and I wont say anything! Just leave us alone!!"
Well, I'm not gonna leave you alone! I want you to get angry!
I don't want you to riot, I don't want you to protest,
I don't want you to write your senator because i won't know what to tell you to tell him.
I don't know what to do about the recession, and the inflation, and the crime in the street!
All I know is that you got to get mad!!!
You've got to say: -"I'm a human being dammit!!! My life has value!!!"
quarta-feira, novembro 05, 2008
Equilibrium
São simplesmente límpidas, certeiras e unicamente discretas.
Outras escolhas, são desmesuradamente opostas...
Muito obscuras, erróneas e totalmente marcantes.
A nossa vida faz-se de um pouco das duas,
Tal como o azeite está para o vinagre num galheteiro,
Ou o sal para a pimenta...
Separados, dão um toque subtil à vida.
Juntos, são a própria alegria de viver.
quinta-feira, outubro 23, 2008
The little devil
Come outside and play.
Stretch your wings in the sun,
Because today is the day.
Feel the lust in you face,
The monotony of people in your hand.
Have a bite in some sinners,
Be the owner of some land.
Such a tiny little creature,
Pretty ugly I must say.
Burn this world in a minute,
Be the one to affray.
sábado, outubro 11, 2008
Mudança...
Ver que temos de cortar com as raízes,
Que temos de partir para saber se a relva é realmente mais verde do outro lado.
Deixar os tempos de criança,
De rapaz e de adolescente em cima da mesa...
E vestir a pele do adulto que nos fomos tornando ao longo de tanto tempo.
No fundo somos como pequenas e enfadonhas lagartas
E vamos crescendo, crescendo, crescendo...
Para um dia nos podermos metamorfosear e ter asas para voar.
E o mais incrível é que quando olhamos para trás,
Com a melancolia de quem perde algo querido,
Sabemos que tudo faz parte...
E que é apenas a nossa vez de descobrir o mundo.
terça-feira, outubro 07, 2008
Death's Journal...
The age of glory has long gone in this doomed world,
And the remnants of Humanity still stumble outside.
Scarfaced... dismembered... poisoned with lies.
Plants got tired, they simply decided not to grow anymore,
Condemning each and every breathing creature to a certain and sofucating death.
A few privileged have fled some time ago...
To a new Earth, they said, where they can start all over again.
I believe it's just a matter of time until they doom that other planet too.
It's just part of Human nature...
To destroy in seconds what took eons to build.
And I know I'll be there to witness its fall!
But for now... I'll walk alone,
Just wondering as days become darker...
domingo, outubro 05, 2008
Blur...
Por muito que se caminhe,
Não será ao alcance da vista,
Nem no alto daquela montanha...
Que encontrarás a felicidade.
Por muito dinheiro que se tenha,
Por muito grande que seja o teu império,
Não será com a riqueza,
Nem com um gigantesco exército...
Que terás a felicidade.
Por muitos livros que leias,
Por muito que te isoles para pensar,
Não será escrito nas letras,
Nem na mais profunda meditação...
Que saberás qual o significado da felicidade.
Porque ela não é palpável,
Não é adquirível,
É inimaginável...
É, pura e simplesmente, feita por ti!
terça-feira, setembro 09, 2008
Acordar
Vem sentir o toque do vento,
Que dá tamanho alento,
A quem vagueia sem abrigo.
Acorda rápido jovem camarada...
Vem, juntos lutaremos lado a lado,
Não mais viveremos neste estado,
De quem olha em volta e não vê nada.
Salta da cama molengão...
Tanto tempo perdes e nada fazes,
Com o tédio à muito fizestes as pazes,
Tornaste-te escravo da tentação.
Acorda!!!
sexta-feira, agosto 22, 2008
Overseer
De sentir o ar acariciar-me o rosto.
Gosto de ver toda a gente passar,
E seguir no sentido oposto.
Prefiro ficar a um canto,
Ver de longe, invisível.
Ler até onde vai o encanto,
Do povo que passa, insensível.
Gosto de pensar sozinho,
Ir longe por um momento.
E quando volto, adivinho…
Sei qual é o teu tormento.
Coisas
De sentir a mente fluir livremente.
Tenho-me ofuscado com ideias loucas,
Sentimentos tristes que me ferem…
Que esmagam os meus pensamentos.
Luto por ser mais um perfeito,
Por ser mais um exemplo,
Por um amar melhor que o dos outros.
E no fundo,
Quando paro para respirar,
Sou apenas mais um a lutar,
A combater o dia-a-dia com alento.
Para um dia de manhã poder acordar e dizer…
Creio que afinal valeu a pena!
domingo, agosto 17, 2008
21º Capitulo - O segredo de Maria
terça-feira, agosto 05, 2008
Neve
Talvez pena, de tão leve,
Os espíritos irados amansa,
E a alguém, nada deve.
Até onde a minha vista alcança,
Por um momento deveras breve,
Continuais com a vossa dança,
Fria e branca, sois neve.
sábado, junho 14, 2008
Hail to Richard
Espero que a sua escrita vos cative como me cativou a mim.
Cumprimentos
Shuri Kata
A quem já não está...
O desabrochar...
O abrir do momento.
Sente o pranto no ar,
Por alguém que se foi,
Tamanho tormento.
Vê quantos amigos a chegar,
Quantos deles imemoriais,
Outrora perdidos no tempo.
E quantos conseguem apoiar,
Na mais íngreme miséria,
Dar a quem sofre algum alento?
São tristes sentimentos,
Um quanto de dor...
Tamanha amargura.
Ou seremos nós lentos,
Em compreender a vida,
Que pouco ou nada dura?
sábado, janeiro 26, 2008
20º Capitulo - Antigas inimizades
Todos se apresentam assombrados com o número de eventos que Alá tem reservado para nós, simples homens. Decidi sair da casa do governador, e apanhar um pouco de ar para aclarar as ideias. No fundo, a ideia de que aquelas cristalinas criaturas podem atacar a qualquer momento deixa-me irrequieto. Já na rua, sinto ondas de calor fluir pelo meu corpo, como se no meu inconsciente soubesse que algo de muito mau está a caminho. Respiro fundo e tento acalmar-me. Abdul também não se encontra muito descontraído. Vejo-o a desenhar algo sobre algumas folhas de pergaminho... muralhas, tropas... Creio que a sua presença no exterior seja reflexo da mesma ansiedade que me assola. O pequeno exército, que deverá proteger esta cidade, está cautelosamente colocado nas suas altas e sujas muralhas, aguardando. Sinto que, de certo modo, grande parte dos jovens que se encontram lá no alto, desejam que a paz e o conforto regresse à sua terra... mas temo que ainda irão passar por duras provações antes dos seus sonhos se concretizarem. Sinto o sol bater-me na cara como uma bênção... um pequeno sinal de que Alá está connosco. Rasteio as muralhas à procura de algo que evidencie problemas, mas os problemas encontram-se mais perto do que previra. Tulfah grita a plenos pulmões com Teht. “Onde é que ele foi?! Procura-o na tua pedra! Ou isso só permite que fales com eles, meu miserável?!” A confusão estava gerada no interior da casa do governador. Abdul e eu entreolhamo-nos e decidimos acudir àquela gritaria. Quando entramos, qual é o nosso espanto ao ver que a criatura, que teoricamente estava tão bem amarrada, simplesmente desapareceu. Do outro lado da sala, Tulfah e Teht empurravam-se violentamente, enquanto o governador tentava desesperadamente separar os dois sem ser agredido. Não creio que seja possível alguém, ou criatura alguma, escapar a tamanha prisão. “E ninguém viu como a criatura desapareceu?” pergunto inocentemente. A briga cessa, mas as acusações começaram de imediato. “Foi este miserável... tenho a certeza. Eles falam com ele através daquela pedra. Nunca se deve confiar num almoada!” grita Tulfah. Teht está claramente furioso... ouço-o pronunciar palavras iradas enquanto se afasta. Mais uma astuta jogada do inimigo. Como se atrevem a brincar com a nossa mente...
quinta-feira, novembro 15, 2007
Mudança de mãos...
A narrativa vai continuar, porém pontilhada com um pouco de outras coisas... isto de direccionar o conteúdo dos blogs não dá com nada.
Saudações aos resistentes
Shurikata
domingo, outubro 14, 2007
19º Capitulo - Chegada
quinta-feira, julho 12, 2007
18º Capitulo - Sem respostas
Voltamos a planear a hipotética defesa da cidade, apesar de em parte todos sabermos que é quase impossível resistir a um ataque tão devastador quanto aqueles que eram descritos nas lendas... Trata-se de dar a vida na esperança de impedir o avanço de um inimigo, sobre o qual não sabemos o que esperar. Após muita discussão, fazemos uma pausa no caos para descansar um pouco... saindo para a rua para sentir a refrescante brisa do final da tarde. Tudo parece tão calmo... mas eu sei tão bem tudo o que corre na cabeça das pessoas que passam! Sinto o medo e uma certa impassividade por parte de cada elemento desta cidade. Até as crianças estão sossegadas demais. Após uma breve pausa, voltamos para dentro para continuar a falar da defesa. Horas passam sem que se tirem conclusões concretas. Como se o cair da noite nos turvasse a mente ao mesmo tempo que o céu. Decidimos comer alguma coisa e ir para a cama. Talvez uma noite de sono nos meta a cabeça no devido lugar e, quem sabe, traga um pouco de discernimento a este tão desanimante assunto. Decido passar pelo quarto de Maria para me certificar de que estava bem... sei que estive ausente tempo demais no dia de hoje, e creio que lhe devo uma explicação. Como a noite, apresenta-se tranquila e relaxada, suavemente embalada pelo fresco que entra pela janela. Como dorme bem, tão pequena princesa! Decido deixa-la repousar... amanha falarei com ela. Deito-me ansioso! Acordo com um calafrio. Desloco-me à varanda e apercebo-me que ainda estava bastante escuro e as estrelas pouco se tinham deslocado. Olho o horizonte na esperança de encontrar a solução para os problemas que se avizinham. Coloco a mão no peito e sinto o amuleto quente... retiro-o e analiso-o calmamente. Cintila emanando uma ténue luz azul, tal estrela celestial. Dou uma mirada nas muralhas e nas ruas que se cruzam na praça. Nada vejo para além de uma ou outra luz balançante, de uma qualquer vela ou candeeiro de óleo aceso. Perscruto a minha mente em busca de alguma frase estranha como a do dia anterior. Está tudo estranhamente calmo! Volto para a cama na esperança de conseguir dormir. Quando volto a acordar, não é por iniciativa própria! Um guarda abana-me fortemente para me dar noticia da captura de um batedor inimigo. Levanto-me com um salto e visto-me à pressa. Escoltado, desço as escadas para me deparar com uma criatura cristalina e um tanto ou quanto assustadora. Fortemente amarrada, emite sons estranhos e imperceptíveis. Olhamos uns para os outros na esperança de encontrar algumas respostas... o vazio resume esta ultima noite. Sentamos-nos a observar aquela cintilante criatura. Afinal, de onde surgiram estes estranhos guerreiros?
terça-feira, abril 10, 2007
17º Capitulo - Os Caminhantes
O regresso à cidade é acompanhado pelo desaconchego de uma mente repleta de duvidas. Era claro que aquela criatura não poderia ser de origem natural. Simplesmente não existe animal algum que se assemelhe a ela. E o amuleto que trago no peito não pára de emanar calor, um calor desconfortante e agora misticamente estranho. Decido levar Teht à presença do resto do grupo. Os olhares de desconfiança não tardam em aparecer, mas a forma como Teht se apresenta não deixa margem para duvidas da sua boa vontade. Foi enviado para Cadiz para a protecção da cidade, alguns dias depois da queda da fortaleza de Gibraltar, mas aparentemente nem muitos milhares como ele a protegeriam. "Atacaram como relâmpagos... e apareciam de todos os lados. Foi impossivel!... gigantes carregados de arqueiros... os Caminhantes!" . Em toda a sua narrativa, nada havia criado temor nos corações dos meus companheiros, mas bastou Teht pronunciar a palavra "Caminhantes!" para a calma e o discernimento serem rápidamente perdidos na ampla sala. "Tais criaturas não existem!..." resmunga Tulfah... "Os tempos antigos acabaram com a queda do Génio Negro... já não existe magia como nos tempos dos nossos antepassados!... simplesmente não existe!". Os caminhantes eram algumas das criaturas mais temidas pelos rebeldes, na altura das grandes batalhas dos desertos. Gigantes bestas feitas de matéria negra, tão negro era o seu coração, capazes de transportar tropas a longas distâncias em pouco mais de um dia. Segundo se conta, podiam trazer todo um exército nas suas costas, esmagando qualquer cidade rebelde como os nossos pés calcam um qualquer pequeno e indefeso animal. Gera-se a confusão na sala... O governador deita as mãos à cabeça pronunciando uma amalgama de palavras incoerentes. Vejo a dúvida e o medo crescer rápidamente. Teht pousa a mão no meu ombro fazendo-me voltar à realidade. "Tenho de te falar de uma coisa..." sussurra ele baixo. Afastamo-nos do inacalmável grupo e Teht começa a falar. Foi enviado por Granada com a missão de ajudar na defesa de Cadiz. Furtivamente, atravessou os campos de batalha a norte de Gibraltar , acabando por chegar a Cadiz sem levantar demasiadas suspeitas. Aparentemente, o seu grupo acabou dizimado sobre o fogo intenso dos arqueiros que se encontravam nos Caminhantes, aquando da invasão de Cadiz. "Não consegui salvar ninguém... estávamos cercados e as flechas vinham de todo o lado. Foi uma sorte escapar... mas ainda não percebi como não me conseguiram acertar... Foi a graça de Alá, creio!". Lançamos uma gargalhada que provoca o silêncio no salão. Abdul olha-nos com afronta: "Nós preocupados com a cidade e as excelências a rir como doidos! É o que faz a guerra... uns morrem e outros ficam assim!" . Inocentemente, Abdul dá origem a uma gargalhada geral, um tanto ou quanto nervosa. Quem consegue compreender os designios de Alá?
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
16º Capitulo - Batedor
O tempo passa devagar… demasiado devagar para quem espera! Mas a espera dá os seus frutos e transforma a mais densa névoa num pequeno véu que se torna simples de atravessar. O encadear da luz na minha vista faz-me vislumbrar algo mais no horizonte que os leves contornos dos montes cobertos de laranjeiras aqui e ali rasgados por ténues caminhos. Curioso, corro para as muralhas. Maria deixa-se ficar para trás, docemente embriagada com o caloroso abraço do sol. Já no alto, volto a percorrer o horizonte. Algo brilha no meio dos pomares… pequeno, talvez do tamanho de um homem… “Mas que raio será aquilo?” penso eu enquanto acompanho os seus movimentos por entre as árvores. Deixo a muralha com um nó de curiosidade no estômago e um escaldante latejar no peito. Sinto o amuleto quente, mas não aquecido pelo alto sol. Parece ter calor próprio… e foi aquela coisa brilhante no horizonte que o despoletou. Na cidade, todos se encontram ocupados e talvez distraídos demais para se preocuparem com aquela coisa estranha no alto do monte. Decido investigar. Perto da casa do governador falo com Abdul sobre as minhas ideias. Sedento de um pouco de ar fresco, decide vir comigo… “Mais não seja, comemos umas laranjas para adoçar a boca!” exclama com tom de gozo. Partimos a cavalo. A distância não é muita, mas uma saída a pé não seria uma atitude prudente em tempo de guerra. Cavalgamos rapidamente pelo meio dos pomares, evitando um contacto directo com o objecto brilhante. Já perto, desmontamos e prosseguimos com as cimitarras desembainhadas. Estranhos ruídos soam por entre as árvores… e o que aparentava ser apenas um objecto, é na realidade uma criatura estranha, feita de cristal negro. “Um batedor!” penso no mais profundo silêncio. Puxo a túnica de Abdul. “É um deles!”, sussurro. Recuamos para um pequeno declive e ficamos estáticos a tentar compreender o que realmente tínhamos visto. Ouvimos passos rápidos… o ardor que me queima o peito leva-me a levantar a cabeça. Vejo a criatura correr monte abaixo… “Ouviu-nos!”. Antes de conseguir proferir uma palavra que seja para alertar Abdul, oiço um leve assobiar rasgar o ar, seguido do claro som de cristal a partir. “A esta distância até num pardal acertava!”. Estamos em pleno alerta quando um jovem se deixa cair de uma laranjeira próxima. “Este não conta nada a ninguém.” ri-se enquanto guarda o seu arco curto. Teht é o seu nome, e é um dos poucos sobreviventes do ataque a Cadiz. Há dias que caminha para alertar o governador de Huelva, mas tem encontrado demasiadas criaturas para que a viagem seja breve. “Venham ver!”, exclama Teht. Puro cristal, nem carne, nem osso! “E há muitos mais por detrás daquele montes.” De quando em quando, pequenos pontos brilhantes refulgem pelas serras. Oiço Abdul engolir em seco enquanto agarra alguns restos da brilhante criatura. Mas que mais nos reserva Alá?